25 novembro, 2009

Angola Shuttle da Delmas inclui o Lobito

A partir de Dezembro, o Angola Shuttle da Delmas passará a escalar também o porto do Lobito, anunciou a companhia.

Transit-times de 17 dias a partir de Leixões e de 15 dias à saída de Lisboa é o que a Delmas (Grupo CMA CGM) promete para as ligações ao Lobito do Angola Shuttle.

Actualmente a rotação do serviço inclui escalas nos dois portos nacionais e no hub de Tanger até Luanda.

O primeiro navio da Delmas a escalar o porto do Lobito será o Impala, que deverá carregar em Leixões no dia 16 de Dezembro e em Lisboa dois dias depois. A chegada ao Lobito está prevista para 3 de Janeiro e a Luanda para 5 do mesmo mês.


In T&N

CML chega a acordo com a Liscont

A Câmara de Lisboa e a Liscont chegaram a um acordo de princípio sobre a expansão do terminal de contentores de Alcântara, mas no Parlamento cresce a pressão para anular o prolongamento da concessão.

Ao cabo de meses de negociações, a Câmara Municipal de Lisboa e a Liscont chegaram a acordo sobre a forma de minorar os impactes da futura expansão do terminal de contentores de Alcântara.

O acordo, cuja negociação envolveu também a Administração do Porto de Lisboa e a associação de cidadãos Lisboa Tejo e Tudo, prevê, nos seus “princípios orientadores” (palavras de António Costa), a limitação da altura do parqueamento dos contentores a cinco unidades e a “submissão do layout [do parque] dos contentores ao sistema de enfiamento das vistas”.

O acordo prevê igualmente “a criação de uma praça em frente à fachada da Gare Marítima de Alcântara, virada para o rio”, aumentando assim a área de espaço público e de fruição do rio na zona.

Definido foi também que a expansão do terminal de Alcântara só avançará depois de realizado um estudo de impacte ambiental, e que o “escoamento de mercadorias [será feito] através do modo ferroviário e fluvial (barcaças), para não aumentar o tráfego rodoviário”.

António Costa deverá levar o acordo à reunião semanal do Executivo camarário, para ser votado, após o que o texto terá ainda de ser submetido à Assembleia Municipal.

O presidente da autarquia lisboeta fez questão de vincar que o acordo alcançado não resolve a questão da legalidade, ou falta dela, do contrato estabelecido entre o Estado e a Liscont para a ampliação do terminal, com a contrapartida do prolongamento da concessão.

O facto é que no Parlamento, o PSD, o Bloco de Esquerda e o PCP já apresentaram projectos-lei para revogar o decreto-lei do anterior Governo que deu cobertura legal ao contrato com o grupo Mota-Engil. Resta saber o que fará o CDS-PP, sendo certo que os democratas-cristãos também se manifestaram contrários ao negócio.

A verificar-se uma minoria negativa na Assembleia, o contrato será anulado, abrindo-se um processo negocial, litigioso ou não, para ressarcir a Liscont de eventuais prejuízos.


In T&N

23 novembro, 2009

Mota-Engil factura menos três milhões na logística

O negócio da operação portuária e da logística do grupo Mota-Engil registou uma quebra de três milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, anunciou a empresa.

Entre Janeiro e Setembro, a Mota-Engil realizou um volume de negócios de 104,2 milhões de euros nos portos e na Takargo, valor que compara com os 107,2 milhões de euros do período homólogo de há um ano.

A quebra é considerada normal, dado o abrandamento das trocas comerciais com a crise económica e financeira global, com reflexo na actividade marítimo-portuária.

Este volume de receitas engloba as operações portuárias da Tertir (TCL, Liscont, Sotagus, entre outros), da Tersado e da Sadoport e ainda a actividade da Takargo no transporte ferroviário de mercadorias.

A área de negócio das concessões rodoviárias, ao invés, registou um volume de negócios de 88,2 milhões de euros, valor que compara com os 83,7 milhões de euros de há um ano. Todas as concessões – à excepção da Beiras Litoral e Alta – registaram um aumento de volume de negócios.

In T&N

Amanha - MSC inaugura terminal do Entroncamento

Um ano volvido sobre a apresentação do projecto, a MSC Portugal anuncia a inauguração do novo Terminal de Contentores do Entroncamento. Será na próxima terça-feira.

A MSC Portugal anuncia para a próxima terça-feira a inauguração do seu Terminal de Contentores do Entroncamento, onde passará a concentrar as operações até aqui realizadas em Riachos, e com o qual espera potenciar a actividade no Terminal XXI de Sines e criar uma verdadeira alternativa ao abastecimento de Madrid por Valência.

O investimento ascende a cerca de nove milhões de euros. O complexo ocupa uma área de 20 hectares, incluindo um terminal rodo-ferroviário com três hectares e uma plataforma logística de 15 hectares aberta a quem nela se quiser instalar.

A estratégia para servir Madrid à importação passa por aumentar a actividade no Terminal XXI na recepção dos contentores, transportá-los por comboio para o terminal do Entroncamento, e ali formar comboios para Madrid ou desconsolidar as cargas e encaminhá-las por camião.

O Terminal do Entroncamento dispõe de um armazém alfandegado, o que permitirá realizar ali o desembaraço aduaneiro e o despacho das mercadorias. Uma vantagem para a MSC, mas também para as empresa que se instalem na plataforma logística, e que poderão utilizar também o terminal ferroviário.

Com a mudança da MSC, o TVT de Riachos, localizado paredes meias, perde o seu maior cliente. Mas a vaga poderá vir a ser ocupada pela Takargo Rail.


In T&N

13 novembro, 2009

Porto Seco de Coslada recua 24% até Outubro

O movimento de contentores no porto seco de Coslada, na região de Madrid, caiu 24% entre Janeiro e Outubro. O movimento de comboios está reduzido e as previsões para os dois últimos meses não são animadoras.

O porto seco de Coslada movimentou nos primeiros dez meses do ano 40 401 TEU, cerca de um quarto menos do que o verificado no período homólogo do ano passado. O tráfego de UTI ficou-se pelas 23 552.

Os números acumulados são maus, mas pior é o facto de a situação não dar sinais de melhoria, pelo contrário. Em Outubro, as quebras foram bastante superiores às registadas no acumulado desde o início, ultrapassando os 40%. E os responsáveis não antevêem melhorias no que falta até ao final do ano.

Consequência do abrandamento da procura, o número de comboios realizados entre o porto seco e os principais portos espanhóis caiu a pique. De momento estão suspensos as ligações semanais com os portos de Bilbau e de Barcelona, enquanto as circulações com Algeciras estão suspensas por causa de trabalhos na via férrea.

Assim sendo, o único serviço regular em operação é a ligação com o porto de Valência, com o qual continuam previstos dez comboios semanais em ambos os sentidos.


In T&N

Eu quero um destes...

12 novembro, 2009

Morreu António Figueiredo

Líder do Grupo ETE estava hospitalizado desde Junho.

António Figueiredo, presidente do Grupo ETE, faleceu ontem, na Suíça, vítima de uma paragem cardíaca.

O empresário, de 78 anos, estava internado na clínica de Notwtwill desde Junho, na sequência de um acidente de barco, ao largo da Sardenha, que o deixou tetraplégico.

Tenente-coronel da Força Aérea aposentado, António Figueiredo herdou cedo do seu pai a liderança da Empresa de Tráfego e Estiva e a partir dela fez um dos maiores grupos nacionais na área dos transportes e da logística, só rivalizado pela Tertir, entretanto adquirida pela Mota-Engil.

Hoje o Grupo ETE compreende cerca de quatro dezenas de empresas, com especial incidência no transporte marítimo, na operação portuária, na actividade transitária, na logística e no transporte rodoviário de mercadorias.

O acidente sofrido por António Figueiredo em meados do ano acelerou o processo de reorganização interna do Grupo ETE, mas a questão da sucessão só agora se colocará uma vez que o tenente-coronel, como gostava de ser tratado, se mantinha activo na condução dos negócios.


In T&N

11 novembro, 2009

Foto...

Contentores acumulam-se em Piraeus

Os trabalhadores portuários de Piraeus prolongaram a greve de uma semana por mais 48 horas em protesto contra a concessão da Cosco Pacific. Milhares de contentores acumulam-se agora no maior porto da Grécia.

A última paralisação começou no passado dia 2 e deveria ter terminado no domingo passado, mas o sindicato dos trabalhadores portuários apelou aos seus membros para a prolongarem por mais dois dias, para aumentar a pressão sobre o governo no sentido de renegociar com a Cosco a concessão do terminal de contentores por 35 anos.

A greve impediu já a movimentação de cerca de 4 500 contentores, provocando receios de uma escassez de bens de consumo no período que antecede o Natal, caso os trabalhadores portuários voltem a parar.

O sindicato cancelou uma greve de 16 dias em meados de Outubro, após o recém-eleito governo socialista assumir ir honrar a sua promessa de campanha de reabrir negociações com a Cosco Pacific para obter garantias de emprego dos trabalhadores portuários.

No entanto, o governo admite não poder anular o acordo legalmente vinculativo entre a Cosco e a Administração anterior.

A Cosco, a quinta maior operadora de terminais de contentores do mundo, pagará cerca de 5 mil milhões de dólares durante os 35 anos de concessão e investirá um adicional de 350 milhões para a modernização das instalações.

A empresa sedeada em Hong Kong planeia aumentar a capacidade anual de Piraeus para 3,7 milhões de TEU e torná-lo um hub de distribuição para as exportações chinesas para a Europa do sudeste.


In T&N

06 novembro, 2009

Navio que colidiu com molhe do porto de Setúbal já zarpou

O navio suíço "Safemarine Basileia", que colidiu terça-feira à noite com o molhe exterior da Docapesca de Setúbal, já saiu do porto sadino, após solucionada a causa que esteve na origem da colisão. O acidente foi provocado por avaria no leme do navio suíço, que no entanto não sofreu danos que pusessem em causa as condições de segurança e a possibilidade de seguir viagem, disse à CARGO um responsável do porto de Setúbal.

A zona danificada do molhe exterior da Docapesca tem uma extensão de sensivelmente 300 metros quadrados. Na terça-feira à noite o navio foi retirado do local pouco tempo depois e levado para o cais multiusos, com a ajuda de rebocadores.


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