21 dezembro, 2009

Natal 2009

TCSA - LISBOA

Dia 24.12.09 - Período de trabalho até ás 17h00
Dia 25.12.09 - Encerrado
Dia 26.12.09 - Período de trabalho normal

Dia 31.12.09 - Período de trabalho até ás 17h00
Dia 01.01.10 - Encerrado
Dia 02.01.10 - Período de trabalho normal


TCL - LEIXÔES


Dia 24.12.09 - Período de trabalho até ás 12h00
Dia 25.12.09 - Encerrado
Dia 26.12.09 - Período de trabalho normal

Dia 31.12.09 - Período de trabalho até ás 17h00
Dia 01.01.10 - Encerrado
Dia 02.01.10 - Período de trabalho normal

25 novembro, 2009

Angola Shuttle da Delmas inclui o Lobito

A partir de Dezembro, o Angola Shuttle da Delmas passará a escalar também o porto do Lobito, anunciou a companhia.

Transit-times de 17 dias a partir de Leixões e de 15 dias à saída de Lisboa é o que a Delmas (Grupo CMA CGM) promete para as ligações ao Lobito do Angola Shuttle.

Actualmente a rotação do serviço inclui escalas nos dois portos nacionais e no hub de Tanger até Luanda.

O primeiro navio da Delmas a escalar o porto do Lobito será o Impala, que deverá carregar em Leixões no dia 16 de Dezembro e em Lisboa dois dias depois. A chegada ao Lobito está prevista para 3 de Janeiro e a Luanda para 5 do mesmo mês.


In T&N

CML chega a acordo com a Liscont

A Câmara de Lisboa e a Liscont chegaram a um acordo de princípio sobre a expansão do terminal de contentores de Alcântara, mas no Parlamento cresce a pressão para anular o prolongamento da concessão.

Ao cabo de meses de negociações, a Câmara Municipal de Lisboa e a Liscont chegaram a acordo sobre a forma de minorar os impactes da futura expansão do terminal de contentores de Alcântara.

O acordo, cuja negociação envolveu também a Administração do Porto de Lisboa e a associação de cidadãos Lisboa Tejo e Tudo, prevê, nos seus “princípios orientadores” (palavras de António Costa), a limitação da altura do parqueamento dos contentores a cinco unidades e a “submissão do layout [do parque] dos contentores ao sistema de enfiamento das vistas”.

O acordo prevê igualmente “a criação de uma praça em frente à fachada da Gare Marítima de Alcântara, virada para o rio”, aumentando assim a área de espaço público e de fruição do rio na zona.

Definido foi também que a expansão do terminal de Alcântara só avançará depois de realizado um estudo de impacte ambiental, e que o “escoamento de mercadorias [será feito] através do modo ferroviário e fluvial (barcaças), para não aumentar o tráfego rodoviário”.

António Costa deverá levar o acordo à reunião semanal do Executivo camarário, para ser votado, após o que o texto terá ainda de ser submetido à Assembleia Municipal.

O presidente da autarquia lisboeta fez questão de vincar que o acordo alcançado não resolve a questão da legalidade, ou falta dela, do contrato estabelecido entre o Estado e a Liscont para a ampliação do terminal, com a contrapartida do prolongamento da concessão.

O facto é que no Parlamento, o PSD, o Bloco de Esquerda e o PCP já apresentaram projectos-lei para revogar o decreto-lei do anterior Governo que deu cobertura legal ao contrato com o grupo Mota-Engil. Resta saber o que fará o CDS-PP, sendo certo que os democratas-cristãos também se manifestaram contrários ao negócio.

A verificar-se uma minoria negativa na Assembleia, o contrato será anulado, abrindo-se um processo negocial, litigioso ou não, para ressarcir a Liscont de eventuais prejuízos.


In T&N

23 novembro, 2009

Mota-Engil factura menos três milhões na logística

O negócio da operação portuária e da logística do grupo Mota-Engil registou uma quebra de três milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, anunciou a empresa.

Entre Janeiro e Setembro, a Mota-Engil realizou um volume de negócios de 104,2 milhões de euros nos portos e na Takargo, valor que compara com os 107,2 milhões de euros do período homólogo de há um ano.

A quebra é considerada normal, dado o abrandamento das trocas comerciais com a crise económica e financeira global, com reflexo na actividade marítimo-portuária.

Este volume de receitas engloba as operações portuárias da Tertir (TCL, Liscont, Sotagus, entre outros), da Tersado e da Sadoport e ainda a actividade da Takargo no transporte ferroviário de mercadorias.

A área de negócio das concessões rodoviárias, ao invés, registou um volume de negócios de 88,2 milhões de euros, valor que compara com os 83,7 milhões de euros de há um ano. Todas as concessões – à excepção da Beiras Litoral e Alta – registaram um aumento de volume de negócios.

In T&N

Amanha - MSC inaugura terminal do Entroncamento

Um ano volvido sobre a apresentação do projecto, a MSC Portugal anuncia a inauguração do novo Terminal de Contentores do Entroncamento. Será na próxima terça-feira.

A MSC Portugal anuncia para a próxima terça-feira a inauguração do seu Terminal de Contentores do Entroncamento, onde passará a concentrar as operações até aqui realizadas em Riachos, e com o qual espera potenciar a actividade no Terminal XXI de Sines e criar uma verdadeira alternativa ao abastecimento de Madrid por Valência.

O investimento ascende a cerca de nove milhões de euros. O complexo ocupa uma área de 20 hectares, incluindo um terminal rodo-ferroviário com três hectares e uma plataforma logística de 15 hectares aberta a quem nela se quiser instalar.

A estratégia para servir Madrid à importação passa por aumentar a actividade no Terminal XXI na recepção dos contentores, transportá-los por comboio para o terminal do Entroncamento, e ali formar comboios para Madrid ou desconsolidar as cargas e encaminhá-las por camião.

O Terminal do Entroncamento dispõe de um armazém alfandegado, o que permitirá realizar ali o desembaraço aduaneiro e o despacho das mercadorias. Uma vantagem para a MSC, mas também para as empresa que se instalem na plataforma logística, e que poderão utilizar também o terminal ferroviário.

Com a mudança da MSC, o TVT de Riachos, localizado paredes meias, perde o seu maior cliente. Mas a vaga poderá vir a ser ocupada pela Takargo Rail.


In T&N

13 novembro, 2009

Porto Seco de Coslada recua 24% até Outubro

O movimento de contentores no porto seco de Coslada, na região de Madrid, caiu 24% entre Janeiro e Outubro. O movimento de comboios está reduzido e as previsões para os dois últimos meses não são animadoras.

O porto seco de Coslada movimentou nos primeiros dez meses do ano 40 401 TEU, cerca de um quarto menos do que o verificado no período homólogo do ano passado. O tráfego de UTI ficou-se pelas 23 552.

Os números acumulados são maus, mas pior é o facto de a situação não dar sinais de melhoria, pelo contrário. Em Outubro, as quebras foram bastante superiores às registadas no acumulado desde o início, ultrapassando os 40%. E os responsáveis não antevêem melhorias no que falta até ao final do ano.

Consequência do abrandamento da procura, o número de comboios realizados entre o porto seco e os principais portos espanhóis caiu a pique. De momento estão suspensos as ligações semanais com os portos de Bilbau e de Barcelona, enquanto as circulações com Algeciras estão suspensas por causa de trabalhos na via férrea.

Assim sendo, o único serviço regular em operação é a ligação com o porto de Valência, com o qual continuam previstos dez comboios semanais em ambos os sentidos.


In T&N

Eu quero um destes...

12 novembro, 2009

Morreu António Figueiredo

Líder do Grupo ETE estava hospitalizado desde Junho.

António Figueiredo, presidente do Grupo ETE, faleceu ontem, na Suíça, vítima de uma paragem cardíaca.

O empresário, de 78 anos, estava internado na clínica de Notwtwill desde Junho, na sequência de um acidente de barco, ao largo da Sardenha, que o deixou tetraplégico.

Tenente-coronel da Força Aérea aposentado, António Figueiredo herdou cedo do seu pai a liderança da Empresa de Tráfego e Estiva e a partir dela fez um dos maiores grupos nacionais na área dos transportes e da logística, só rivalizado pela Tertir, entretanto adquirida pela Mota-Engil.

Hoje o Grupo ETE compreende cerca de quatro dezenas de empresas, com especial incidência no transporte marítimo, na operação portuária, na actividade transitária, na logística e no transporte rodoviário de mercadorias.

O acidente sofrido por António Figueiredo em meados do ano acelerou o processo de reorganização interna do Grupo ETE, mas a questão da sucessão só agora se colocará uma vez que o tenente-coronel, como gostava de ser tratado, se mantinha activo na condução dos negócios.


In T&N

11 novembro, 2009

Foto...

Contentores acumulam-se em Piraeus

Os trabalhadores portuários de Piraeus prolongaram a greve de uma semana por mais 48 horas em protesto contra a concessão da Cosco Pacific. Milhares de contentores acumulam-se agora no maior porto da Grécia.

A última paralisação começou no passado dia 2 e deveria ter terminado no domingo passado, mas o sindicato dos trabalhadores portuários apelou aos seus membros para a prolongarem por mais dois dias, para aumentar a pressão sobre o governo no sentido de renegociar com a Cosco a concessão do terminal de contentores por 35 anos.

A greve impediu já a movimentação de cerca de 4 500 contentores, provocando receios de uma escassez de bens de consumo no período que antecede o Natal, caso os trabalhadores portuários voltem a parar.

O sindicato cancelou uma greve de 16 dias em meados de Outubro, após o recém-eleito governo socialista assumir ir honrar a sua promessa de campanha de reabrir negociações com a Cosco Pacific para obter garantias de emprego dos trabalhadores portuários.

No entanto, o governo admite não poder anular o acordo legalmente vinculativo entre a Cosco e a Administração anterior.

A Cosco, a quinta maior operadora de terminais de contentores do mundo, pagará cerca de 5 mil milhões de dólares durante os 35 anos de concessão e investirá um adicional de 350 milhões para a modernização das instalações.

A empresa sedeada em Hong Kong planeia aumentar a capacidade anual de Piraeus para 3,7 milhões de TEU e torná-lo um hub de distribuição para as exportações chinesas para a Europa do sudeste.


In T&N

06 novembro, 2009

Navio que colidiu com molhe do porto de Setúbal já zarpou

O navio suíço "Safemarine Basileia", que colidiu terça-feira à noite com o molhe exterior da Docapesca de Setúbal, já saiu do porto sadino, após solucionada a causa que esteve na origem da colisão. O acidente foi provocado por avaria no leme do navio suíço, que no entanto não sofreu danos que pusessem em causa as condições de segurança e a possibilidade de seguir viagem, disse à CARGO um responsável do porto de Setúbal.

A zona danificada do molhe exterior da Docapesca tem uma extensão de sensivelmente 300 metros quadrados. Na terça-feira à noite o navio foi retirado do local pouco tempo depois e levado para o cais multiusos, com a ajuda de rebocadores.


In CargoEdições Online

29 outubro, 2009

CP Carga sob nova ameaça de greve

Nos poucos meses que leva de vida, esta é já a segunda convocatória de greve pelos trabalhadores da CP Carga. Os motivos mantêm-se: a falta de resposta da administração da às perguntas sobre o futuro da empresa e dos seus funcionários.

Os sindicatos representativos dos trabalhadores da CP Carga convocaram para o próximo dia 4 de Novembro uma paralisação da empresa “em defesa das reivindicações contidas no “Manifesto” entregue ao Ministério dos Transportes e Administrações da CP e CP Carga”, de acordo com o comunicado emitido a propósito.

Os trabalhadores exigem saber quais são os planos para o futuro da CP Carga, nomeadamente quanto à manutenção dos postos de trabalho. Os sindicatos falam na saída de 80 funcionários, embora “conste”, dizem, que poderá chegar aos 200.

Os trabalhadores questionam ainda a manutenção dos vínculos precários dos funcionários que “estão a ocupar postos de trabalho permanentes” e querem que lhes seja garantida a possibilidade de regressarem à CP “em caso de reestruturação futura da CP Carga”, entre outras reivindicações.

No comunicado, os sindicatos lembram ainda que está a terminar o prazo de 90 dias (sobre a constituição da CP Carga) que terá sido acordado com a CP para o arranque das negociações da contratação colectiva da empresa.

Uma primeira paralisação foi desmarcada em resultado de conversações mantidas com a Secretaria de Estado dos Transportes e a CP, mas agora os sindicatos querem “respostas concretas e não apenas reuniões para entreter”, afiançam.


In T&N

27 outubro, 2009

Madeira e Açores fiscalizam actividade transitária

A fiscalização da actividade transitária vai intensificar-se, no Continente como nas regiões autónomas, anunciou o presidente do IMTT no final de mais um congresso da Apat.

As autoridades regionais da Madeira e dos Açores passarão a fiscalizar a actividades das empresas transitárias nos respectivos territórios. O anúncio foi feito pelo presidente do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), no final do congresso do sector, que decorreu este fim de semana no Funchal.

Crisóstomo Teixeira anunciou que o protocolo para a transferência de competências de fiscalização já foi assinado, pelo que a todo o momento se espere entre em vigor.

Ao mesmo tempo o presidente do IMTT deixou a certeza de que o instituto por si dirigido vai intensificar as acções de fiscalização da actividade transitária no território continental. Serão objecto dessa fiscalização as empresas nacionais devidamente estabelecidas mas também as delegações de companhias internacionais. E será dada prioridade ao combate ao exercício da actividade por parte de empresas não habilitadas para tal, acrescentou.

O reforço da actividade fiscalizadora é há muito uma reclamação da Apat, para quem não basta ter um Estatuto Regulamentar se o seu cumprimento não for verificado pelas autoridades.

A intervenção de Crisóstomo Teixeira foi, pois, um bom encerramento do 10.º Congresso da Apat, que levou até ao Funchal cerca de uma centena de empresários e quadros, em representação de mais de 60 empresas associadas.

O encontro ficou também marcado pela intervenção inicial do presidente do Governo Regional da Madeira, e pelas muitas apresentações de dirigentes de outras associações e de outros modos de transporte, casos da Antram, da Agepor e da APTMCD, da Takargo e da CP Carga, ou de armadores.


In T&N

Grande anuncio...

Problemas de estacionamento ???

Trabalhadores contestam “lay-off” na Antram

A Comissão de Trabalhadores da Antram rejeita os argumentos da Direcção para justificar o processo de “lay-off” de funcionários dos serviços centrais e, entre críticas ao comportamento da associação, já terá solicitado a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho.

A Comissão de Trabalhadores da Antram não gostou que o presidente da Direcção viesse a público anunciar um processo de “lay-off” de dez trabalhadores (nova, nas contas da Comissão). Numa nota à Comunicação Social a que o TRANSPORTES & NEGÓCIOS teve acesso, aquela estrutura representativa dos cerca de 70 funcionários da associação dos transportadores rodoviários de mercadorias critica a “lamentável decisão” de António Mousinho e sustenta que a “legalidade processual” estará “ainda por confirmar por parte das entidades competentes”.

No documento, a Comissão de Trabalhadores lembra que “sempre optou pela discrição na sua actuação”, tentando utilizar os mecanismos legais para discutir o dossier “de modo a não comprometer a imagem da Associação na praça pública”. Ao passo que, diz, “a Direcção Nacional sempre se negou a um diálogo franco (…), delegando a sua representação a terceiros e ignorando (…) de acesso à informação de gestão”. Daí o pedido de intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho.

Tentando contrariar os argumentos da Direcção sobre as dificuldades conjunturais, a Comissão de Trabalhadores da Antram lembra ainda que a associação contratou em Maio passado a compra de novas instalações no Porto, pelo montante de 1,285 milhões de euros, “sem recurso a financiamento externo e sem necessidade de venda prévia das actuais instalações”.

Por último, os representantes dos trabalhadores lamentam ainda a “visão redutora que é passada para o exterior” da actividade da associação.

Ao que o TRANSPORTES & NEGÓCIOS conseguiu apurar, entre os funcionários afectados pelo “lay-off” estarão vários directores de serviços.

Nas declarações à “Lusa”, o presidente da Antram afirmou que o processo avançaria esta semana e se prolongaria por seis meses.

In T&N

26 outubro, 2009

Antram vai recorrer ao “lay-off”

Reflexo dos tempos difíceis em que vivem as empresas do sector, a ANTRAM vai avançar com um processo de “lay-off” de cerca de uma dezena de trabalhadoes.

A Associação Nacional dos Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) vai avançar com um processo de 'lay-off' para dez dos seus 70 trabalhadores. A notícia foi hoje confirmada à “Lusa” pelo presidente daquela organização.

António Mousinho explicou que a decisão foi tomada devido à "difícil conjuntura nacional e internacional", que teve como consequência uma "redução da actividade" da associação que, entre outros, presta serviços de assessoria e de formação às empresas do sector

António Mousinho adiantou que os dez trabalhadores deverão entrar em 'lay-off' "provavelmente durante a próxima semana", por um período de seis meses.

In T&N

22 outubro, 2009

TCL a caminho de um novo recorde

O melhor trimestre de sempre permitiu ao TCL recuperar as perdas acumuladas na movimentação de contentores em Leixões e ultrapassar o acumulado do ano passado, que foi um recorde.

Em Setembro o Terminal de Contentores de Leixões movimentou 39 487 TEU, o que representou um crescimento de 10,7% relativamente ao mês homólogo de 2008.

No terceiro trimestre, a concessionária do terminal de contentores de Leixões movimentou cerca de 122 mil TEU, fixando assim um novo máximo trimestral. Isto depois de Agosto ter sido o melhor mês de sempre, com 43 720 TEU movimentados.

No acumulado desde o início do ano, o TCL já leva 340 070 TEU movimentados, ou seja, um crescimento de 0,8% relativamente ao realizado entre Janeiro e Setembro de 2008.

Cresce assim a expectativa relativamente à possibilidade de o TCL fixar mais um recorde anual de TEU movimentados, o décimo em dez anos de concessão. É certo que Outubro do ano passado foi, à altura, um mês recorde, mas também é verdade que Dezembro já foi um mês de forte quebra de actividade.

In T&N

21 outubro, 2009

Comando Naval encerra cinco barras marítimas devido ao mau tempo

As barras marítimas de Póvoa de Varzim, Douro, Caminha, Vila Praia de Âncora e S. Martinho do Porto estão hoje encerradas à navegação devido à forte ondulação do mar, de acordo com informação do Comando Naval.

Segundo a mesma fonte, as barras de Figueira da Foz, Aveiro e Nazaré encontram-se condicionadas.

A barra da Figueira da Foz está fechada a embarcações com comprimento inferior a onze metros e a de Aveiro está encerrada a embarcações com comprimento inferior a 35 metros.

Também a barra marítima da Nazaré está fechada a embarcações com calado inferior a quatro metros.

As restantes barras do Continente, Madeira e Açores encontram-se abertas, sem qualquer condicionante.

A costa de Portugal Continental está hoje sob aviso amarelo, o segundo menos grave de uma escala de quatro, devido à previsão de ondulação forte, num dia em que, a partir da tarde, se esperam aguaceiros e vento forte, segundo o Instituto de Meteorologia (IM).

Na costa ocidental, a ondulação poderá alcançar os seis metros de altura, enquanto na costa sul pode chegar aos quatro metros.

Quanto às previsões meteorológicas, nas regiões do Norte e Centro aguardam-se aguaceiros por vezes fortes, em especial a partir do meio da tarde.

O vento deverá aumentar de intensidade durante a tarde, soprando com rajadas que podem ir até aos 80 quilómetros por hora no litoral e aos 110 quilómetros por hora nas terras altas.

Na região Sul prevêem-se aguaceiros e vento forte com rajadas de 80 quilómetros por hora nas terras altas.

Em todo o território continental há possibilidade de ocorrência de trovoadas e a temperatura deverá descer.

Para hoje são esperados 17 graus Celsius no Porto, 15 em Lisboa e 20 em Faro. Guarda será a cidade mais fria, com 9 de máxima.

Nas ilhas, o céu deverá apresentar-se encoberto mas com abertas, podendo ocorrer aguaceiros fracos na Madeira, nas encostas viradas a norte.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil mantém accionado o alerta azul, o menos grave de uma escala de quatro, devido à previsão de precipitação, vento forte e agitação marítima.


In Sic online

20 outubro, 2009

Refer fecha para obras 232 quilómetros de rede

É a outra face da aposta estratégica do primeiro Governo de José Sócrates na ferrovia. Quatro anos volvidos sobre a apresentação das Opções Estratégicas, a Refer reduziu ao mínimo o investimento na rede e 178 quilómetros de via estão sem comboios, para obras de renovação. Um número que subirá para 232 quilómetros quando em Maio próximo se encerrar e renovar o troço Vendas Novas-Évora, noticia o “Público”.

As linhas do Tâmega, do Corgo e do Tua, e os troços Guarda-Covilhã e Figueira da Foz-Pampilhosa estão fechados e não se sabe ao certo quando reabrirão. Em vários casos, o encerramento das linhas aconteceu de repente, sem qualquer aviso prévio às populações, fundamentado, mais tarde, por relatórios que alertavam para iminentes situações de risco.

A interrupção do serviço para proceder às obras poderá ser justificada pela maior celeridade das intervenções, mas o facto é que em vários dos casos apontados não existirá ainda sequer projectos para a realização das obras. Além do que a tradição no sector é realizar as obras nos períodos de menor frequência do serviço, sem o interromper.

Aos prejuízos operacionais e para as populações, juntam-se os custos do serviço rodoviário alternativo, sublinha o “Público”. De acordo com o diário, os autocarros entre a Guarda e a Covilhã custam à gestora de infra-estruturas 10 500 euros mensais desde Março deste ano. A linha já antes estivera encerrada por motivo de obras e voltou a fechar em Março, com reabertura prevista para este mês. Contudo, uma segunda empreitada deverá mantê-la encerrada por mais seis meses.

Para substituir as automotoras na linha Figueira da Foz-Cantanhede, o jornal avança que a Refer paga 13 680 euros por mês a uma empresa rodoviária. O contrato termina em Março, mas deverá ser prorrogado, pois esta é a linha mais "esquecida" de todas, não havendo sequer projecto de modernização.

Nas linhas de via estreita (Tua, Corgo e Tâmega) é a CP que suporta o transporte de substituição, mas a empresa não divulgou ao jornal esses custos.


In T&N

Oposição pondera chumbo ao acordo para Alcântara

O decreto-lei que prorroga a concessão do terminal de contentores de Alcântara à Liscont por mais 27 anos poderá ser revogado pela nova Assembleia da República, onde os partidos que se opuseram ao negócio estão agora em maioria.

O “tiro de partida” para a revogação do decreto-lei e, logo, para a anulação do novo contrato com a Liscont foi dado por Helena Roseta, recentemente reeleita para a Câmara de Lisboa na lista do socialista António Costa.

Helena Roseta escreveu a todos os grupos parlamentares instando-os a “chumbar” o decreto-lei que, na prática, permitiu à APL acordar com a Liscont, do grupo Mota-Engil, a prorrogação do contrato de concessão do terminal por mais 27 anos, como contrapartida ao investimento na expansão da capacidade da infra-estrutura até ao milhão de TEU/ano.

O pedido de Helena Roseta poderá muito bem ser correspondido, uma vez que todos os partidos da Oposição com assento parlamentar já manifestaram em devido tempo a sua oposição à prorrogação do contrato de concessão sem concurso público, para além das dúvidas sobre o impacte da expansão da actividade do terminal de contentores em Lisboa.

Uma coligação negativa na Assembleia a este respeito é, por isso, mais do que possível, provável mesmo, dependendo embora dos timings dos diferentes partidos.

Mas a situação não será pacífica. Até porque a Liscont estará disposta a recorrer aos tribunais, se for o caso, para fazer valer o acordo alcançado. A concessionária já investiu em, obras e em equipamentos a contar com o “novo” terninal de Alcântara.

Para complicar as coisas, a Câmara de Lisboa estará em vias de fechar um acordo com a APL e com a Liscont prevendo medidas minimizadoras do impacte da expansão do terminal de Alcântara no meio envolvente.


In T&N

Mota-Engil prepara entrada nos transportes no Malawi

A Mota-Engil é um dos dois concorrentes à concessão da exploração das actividades de transporte no lago Malawi, o oitavo maior do mundo.

O concurso foi lançado pelo governo daquele país africano, depois de em Maio ter cancelado o contrato de concessão da Malawi Lake Services com a Glens Waterways, Ltd., por deficiente prestação do serviço.

O concurso entretanto lançado permitiu seleccionar três empresas finalistas, mas a Jeilo Investments acabou por não confirmar a sua proposta. Ficaram a Mota-Engil e a Export Trading Company.

A intenção do governo do Malawi é revitalizar o transporte de mercadorias através do lago, que faz fronteira com Moçambique e com a Tanzânia, e que é o terceiro de África e o oitavo do mundo.

Na verdade, o lago Malawi é muito mais do que um lago. Com os seus 31 mil quilómetros quadrados, ocupa um quarto do território do país, percorrendo-o quase de uma ponta à outra no sentido longitudinal.

O Malawi é também uma aposta da Mota-Engil para a actividade mineira. O grupo liderado por Jorge Coelho tem igualmente negócios no vizinho Moçambique.


In T&N

19 outubro, 2009

Porto de Leixões abre as portas à comunidade

A APDL comemora amanhã o primeiro Dia do Porto de Leixões, franqueando os portões a quem quiser visitar as instalações portuárias. Hoje, os concessionários e a APDL assinaram uma carta de princípios de sustentabilidade.

É um novo salto qualitativo nas relações entre o porto e a cidade envolvente. Amanhã, Dia do Porto de Leixões, quem quiser visitar as instalações portuárias e assim ficar a conhecer melhor o que ali se faz e como se faz, pode fazê-lo livremente.

Ao longo de todo o dia, entre as 10 e as 17 horas, um autocarro turístico andará num vai-vem entre o Molhe Sul, em Matosinhos, e o Auditório Infante D. Henrique, em Leça da Palmeira, permitindo aos que nele viajarem verem de perto a actividade nos diferentes terminais portuários. A visita será guiada, para as necessárias explicações.

Também durante todo o dia, no Auditório Infante D. Henrique, da APDL, estará patente uma exposição sobre o espólio do Porto de Leixões e será exibido em contínuo um filme sobre o porto.

Já hoje, e numa antecipação ao Dia do Porto, a APDL e as empresas concessionárias dos diferentes terminais assinam uma Carta de Princípios sobre matérias relativas à sustentabilidade da actividade portuária.

Em linha com a política de sustentabilidade da APDL, os diferentes concessionários comprometem-se a observar um conjunto de princípios nas suas respectivas áreas de intervenção, nomeadamente em matéria de segurança, integração urbana e impactes ambientais.


In T&N

16 outubro, 2009

Maersk Line reduz capacidade no WestMed

A Maersk Line vai substituir os navios de 5 000 TEU por outros com capacidade para 2 900 TEU no serviço WestMed, que liga o Mediterrâneo e a América do Norte.

A redução da oferta de capacidade é justificada pela empresa como uma consequência da suspensão das compras de espaço por parte da APL e da Hapag Lloyd.

Sem a carga adicional destes parceiros, a Maersk Line explica que o serviço exige obviamente menor capacidade, pelo que o WestMed será, agora, adequado à actual procura de carga.

"Estamos empenhados em tornar os nossos produtos flexíveis para melhor servir as necessidades dos nossos clientes", disse Søren Castbak, director de operações do Atlântico da Maersk Line, citado num comunicado da companhia.

"Vamos também continuar a olhar para as economias de custos sempre que possível e, neste caso, não há qualquer impacto para os carregadores”, acrescentou.

A alteração no serviço começará em Novembro e continuará por várias semanas até que todos os cinco navios sejam substituídos por outros de menor tonelagem.


In T&N

15 outubro, 2009

AEP e AIP assinam acordo de fusão

No documento, a que a agência Lusa teve acesso, explica-se que "a actual situação económica nacional e internacional torna inadiável a criação de uma estrutura associativa empresarial de cúpula em Portugal" e acorda-se retomar o projecto da CEP com o objectivo de esta entidade "ser uma estrutura empresarial na qual venham a estar representados todos os sectores de actividade económica de todas as regiões do país".O acordo, já assinado pelos presidentes da AEP e da AIP, José António Barros e Jorge Rocha de Matos, prevê que a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) seja convidada para fazer parte desta estrutura enquanto Associado Fundador, alargando depois o convite às "outras confederações de empregadores com assento na Comissão Permanente de Concertação Social".Assim, a CEP receberá as competências e atribuições actualmente exercidas pela AEP e AIP na área institucional, sendo também implementadas novas funções, entre as quais se destacam a "representação de todas as actividades confederadas" junto das outras instituições, a "intervenção em negociações colectivas de trabalho e em convenções colectivas", a participação "na preparação de reformas junto do Governo e de outros parceiros económicos e sociais" e a participação em organizações congéneres nacionais ou internacionais.A CEP, que terá sede em Lisboa e uma Delegação Principal no Porto, irá integrar, "como delegações distritais, as doze associações Empresariais Regionais"da AEP e os Conselhos da AEP e da AIP.Por outro lado, o Acordo de Princípio prevê ainda a "integração numa estrutura única, no prazo de um ano a contar desta data, de todos os serviços já prestados às empresas pela AEP e pela AIP nesta área, bem como as estruturas afectas a essas actividades, a que acrescerão todas as atribuições que cabem a câmaras de comércio e indústria funcionando em pleno, incluindo as responsabilidades de arbitragem de conflitos".Sublinhando que não estão criadas as condições para pôr em causa a autonomia das áreas patrimoniais da AEP e da AIP, o documento prevê a realização de actividades conjuntas, como um "Congresso do Empresário Português, a organizar pela CEP, com periodicidade anual, alternadamente em Lisboa e no Porto ou noutro local que as partes considerem oportuno".

In Destak

14 outubro, 2009

Parem as “carrinhas voadoras”

A procura crescente do transporte de mercadorias de pequena dimensão abriu a porta a todo o tipo de candidatos a transportadores. Depois de um longo período sem regulação, as regras de acesso ao sector estão cada vez mais limitadoras para os aventureiros ocasionais. A falta de formação e o desrespeito pelas regras colocaram o transporte em veículos comerciais ligeiros num cenário que mais se aproximava de uma selva.

Depois do governo ter demonstrado coragem para legislar contra a anarquia reinante no acesso à actividade, o que se pede agora é que legisle contra os excessos praticados por veículos ligeiros de trabalho. Há mesmo um grupo de viciados no incumprimento das regras, que com a sua prática fazem concorrência desleal a quem quer trabalhar de forma honesta e retiram a possibilidade de contratação de muita mão-de-obra, que é imprescindível para cumprir as regras.

Desde excessos de carga diários, praticados pelos mesmos usuários, nas mesmas rotas, sem que, incrivelmente, nada lhes aconteça, até tempos de condução inimagináveis, aos quais se junta a prática constante de velocidades acima dos 150 km/h, nas nossas vias há de tudo para todos os gostos de ilícitos.

Para já e de imediato o que se pede é uma actuação das autoridades, para impor o respeito das regras e pela defesa da segurança rodoviária. A velocidade, os tempos de condução e os pesos da carga transportada têm de estar debaixo de severa fiscalização.

Numa segunda fase temos de fazer com que esta área de negócio respeite as regras, o que potenciará a necessidade de mais veículos legais para os mesmos serviços que hoje são realizados ilegalmente.

Se queremos falar de segurança temos de ter a coragem de legislar pela instalação, a breve trecho (mesmo antes que a Europa o faça), de tacógrafos e limitadores de velocidade nos veículos ligeiros do transporte de mercadorias.

Não adianta fazer passar a mensagem de combate à sinistralidade se não tivermos a coragem de enfrentar a calamidade dos excessos praticados pelos comerciais ligeiros, especialmente pelos furgões de três lugares, mas os pequenos de dois lugares não lhe ficam nada atrás. Podem as estatísticas dizer que este tipo de veículos não lideram a intervenção em sinistros, mas encontra-se neste segmento o maior número de abusos ao Código da Estrada.

O exagero e absurdo não é só em Portugal, por isso é que vai sair legislação comum nesse sentido. Na Alemanha foi criada legislação específica para limitar a velocidade deste tipo de veículos.

Não são raras vezes que é possível ver um “foguetão” passar nas estradas a 150, 170 ou até 200 km/h. Surpreendentemente esses veículos não fazem parte das estatísticas como grandes infractores, simplesmente por que os ciclos de condução repetitivos, em rotas e horários, permitem-lhe antever e contrariar a presença ocasional de forças policiais.

Luís Abrunhosa Branco

(Membro da Associação Mundial de Editores de Transportes)

Não se pede caça à multa. Exige-se prevenção e segurança. Não nos podemos esquecer que quando se consente excesso de velocidade, excesso de carga e excesso de horas de trabalho, se está a potenciar a insegurança, a concorrência desigual e o desemprego.

In C&T

Sines cresce 6,6% até Setembro

O porto de Sines movimentou nos primeiros nove meses do ano 18,2 milhões de toneladas, mais 6,6% do que no mesmo período de 2008. Em Setembro, o Terminal XXI fixou um novo recorde de movimentação de contentores.

Depois de um primeiro trimestre para esquecer, o porto de Sines volta a pisar terreno positivo, com um crescimento de quase 7% na movimentação de cargas entre Janeiro e Setembro.

No terceiro trimestre, Sines movimentou 6,6 milhões de toneladas, mais 6,6% do que no trimestre imediatamente anterior, “puxado” pela carga contentorizada, que aumentou 43% em volume.

Em Setembro, o Terminal XXI registou mesmo um novo recorde, com a movimentação de 31 117 TEU, cerca de 4 000 TEU mais do que o anterior máximo, conseguido em Julho de há um ano. Já antes, em Agosto, o terminal da PSA Sines havia superado o número de escalas, ao receber 45 navios (41 era o anterior recorde), a maioria de grande porte.

No total dos três trimestres, o destaque vai para os granéis sólidos, com uma subida homóloga de quase 40%, para cerca dos 1,5 milhões de toneladas. A carga contentorizada progride quase 5%, para as 2,2 milhões de toneladas, com 176 730 TEU movimentados (mais 12%). E mesmo os granéis líquidos já só perdem 1,1%, com 11,7 milhões de toneladas.

O número de navios operados entre Janeiro e Setembro aumentou perto de 24%, para os 1 132.


In T&N

Transportadores alemães à beira da falência

Mais de 900 empresas alemãs de transporte rodoviário de mercadorias podem vir a declarar falência antes do final do ano, alertou o presidente da Confederação Alemã de Transportes de Mercadorias (BGL).

Em observações ao semanário económico "Wirtschaftwoche", o presidente da BGL, Karlheinz Schmidt, enfatizou que estão em risco pelo menos 80 mil empregos no sector.

O abrandamento da procura de transportes, devido à crise económica, é a principal razão para a situação precária do sector, que afecta principalmente as pequenas empresas, a maioria dependendo dos maiores operadores.

O jornal assinala que o aumento das taxas de circulação, previsto para Janeiro próximo, irá agravar ainda mais a situação e que o problema da maioria das empresas é não ter diversificado a sua actividade, dedicando-se exclusivamente ao transporte rodoviário.

O número de declarações de falência entre as empresas de transporte aumentou 30% na Alemanha no primeiro semestre deste ano, com o encerramento de 445 empresas.


In T&N

12 outubro, 2009

Portugal ainda não cumpre “primeiro pacote” comunitário

Portugal é um dos 21 países comunitários que ainda não cumprem integralmente o “primeiro pacote ferroviário”. A Comissão Europeia dá dois meses para os faltosos corrigirem a situação antes de avançar para tribunal.

A Comissão Europeia anunciou ter enviado um parecer fundamentado a 21 dos 27 estados-membros, por não aplicarem devidamente a legislação comummente designada por “primeira pacote ferroviário”.

Portugal integra o grupo dos países em falta, ao lado da Áustria, Bélgica, República Checa, Alemanha, Dinamarca, Estónia, Grécia, Espanha, França, Hungria, Irlanda, Itália, Lituânia, Luxemburgo, Letónia, Polónia, Roménia, Suécia, Eslovénia e Eslováquia.

As falhas divergem de país para país, mas a Comissão sublinha, como problemas mais comuns, a falta de independência do gestor da infra-estrutura face aos operadores ferroviários; a aplicação deficiente das disposições da directiva relativa à tarifação do acesso à infra-estrutura ferroviária, nomeadamente a inexistência de um regime que melhore o desempenho da rede ferroviária; a falta de falta de incentivos para que o gestor da infra-estrutura reduza custos e taxas e a falta de um sistema de tarifação assente nos custos directos dos serviços ferroviários; e a inexistência de uma entidade reguladora independente e dotada dos poderes necessários para sanar problemas de concorrência no sector.

O envio dos pareceres fundamentados é o segundo passo de um processo que poderá acabar com a apresentação de uma queixa formal no Tribunal Europeu. Em Junho do ano passado a Comissão notificou 24 estados-membros a este propósito, mas mais de um ano volvido apenas três regularizaram a situação, embora Bruxelas reconheça que outros deram passos nesse sentido.

Agora os estados-membros têm dois meses para sanar as lacunas ainda existentes no ordenamento jurídico e na organização interna do sector ferroviário.

O prazo para a transposição do “primeiro pacote ferroviário” terminou em Março de 2003.

In T&N

Fotos do dia...





Futuro imediato da TAP não passa pelos privados

O futuro imediato da TAP não passará pela privatização, de acordo com o presidente da comissão nomeada pelo Governo para estudar a reestruturação económico-financeira da empresa.

Carlos Veiga Anjos, presidente da Comissão de Reestruturação Económica e Financeira da TAP, defende que antes de avançar com a privatização da companhia aérea, o Governo deverá buscar “cenários alternativos que permitam ao actual accionista fazer o enquadramento mais realista possível quanto ao futuro do grupo”.

As declarações de Veiga Anjos foram feitas ao “Jornal da TAP”, órgão de comunicação interno da companhia aérea nacional.

No passado fim de semana o “Sol” avançou a notícia de que o Governo de José Sócrates estaria a equacionar a possibilidade de fechar a TAP e reabri-la de imediato, mas com uma nova denominação, como forma de ultrapassar a crise da empresa e a impossibilidade de lhe conceder mais ajudas de Estado. Mas esse cenário foi desmentido pelo secretário de Estado das Obras Públicas.

A Comissão de Reestruturação Económica e Financeira da TAP foi nomeada na sequência do agravamento dos resultados da companhia aérea nacional, que está a sofrer – como as demais – com a crise que assola o sector da aviação mundial, e que se abate em particular sobre as companhias aéreas europeias.

In T&N

09 outubro, 2009

TCSA - Trabalho condicionado

Boa Tarde

Notem pf que está marcado para a próxima 2ª Feira - dia 12.10.09 - uma reunião dos trabalhadores pertencentes ao Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Trafego e Conferentes Maritimos.

Conforme é habitual esta reunião deverá demorar a manhã inteira inviabilizando os movimentos e trabalhos normais no TCSA

Fotos do dia...





08 outubro, 2009

APDL lança concessão da plataforma logística

Foi hoje publicado em Diário da República o anúncio do concurso para a concessão da plataforma logística de Leixões. A Mota-Engil, já se sabe, é um candidato assumido, em parceria com a Zaldeza de Salamanca.

Meio mais tarde do que o inicialmente previsto, a APDL acaba de lançar o concurso para a concessão da plataforma logística de Leixões. Em causa está a concessão do “direito de construção, gestão e exploração comercial, em regime de serviço público”, daquela plataforma portuária.

Tal como avançado anteriormente pelos responsáveis da APDL, o futuro concessionário será responsável pela promoção comercial da plataforma, pela sua gestão e pela construção das superestruturas. Os terrenos manter-se-ão propriedade da APDL, que assume os custos da infraestruturação e das acessibilidades rodoviárias.

O prazo para a concessão é de 30 anos. Os interessados têm agora 160 dias para apresentar as suas propostas. Vencerá aquela que for “economicamente mais vantajosa”.

A plataforma logística abrange uma área de cerca de 60 hectares, dividida por dois pólos. A concessão agora a concurso não abrange o terminal rodo-ferroviário, que deverá ser também concessionado, mas num concurso autónomo.

As previsões da APDL apontam para um investimento global na plataforma de cerca de 170 milhões de euros, dos quais 100 milhões a serem suportados pelos privados e os restantes 70 milhões pagos pela APDL e pela Refer.

A Mota-Engil será certamente um dos candidatos, em parceria com a sociedade gestora da plataforma logística de Salamanca, a Zaldeza, que também aposta forte no porto de Leixões. A Mota-Engil já lidera o projecto da plataforma logística do Poceirão, que deverá servir os portos de Lisboa, Setúbal e Sines, e em Leixões controla a TCL, concessionária do terminal de contentores.

Por se tratar de uma plataforma logística portuária, a APDL quer que os objectivos da nova-infraestrutura estejam alinhados com os do porto. O que pressupõe alguns cuidados na escolha das empresas que ali se instalarão, até porque a plataforma urbana da Maia/Trofa está parada, o que poderia desviar para Leixões alguns operadores.

O atraso no arranque do concurso, inicialmente previsto para Março, foi justificado pelos responsáveis da APDL pela complexidade da organização do caderno de encargos, um processo que implicou o recurso a consultores externos.

Certo é que os seis meses entretanto passados inviabilizam o calendário inicial, que apontava para o início das obras pelo futuro concessionário em Janeiro do próximo ano e a instalação das primeiras empresas no início de 2011.

In T&N

Santana Lopes quer CML na gestão do porto de Lisboa

Santana Lopes defende a participação da Câmara Municipal de Lisboa na gestão do porto, a renegociação da concessão do terminal de Alcântara com a Liscont e a concentração dos contentores em “locais mais adequados”, em Lisboa ou fora dela.

O candidato social-democrata à Câmara de Lisboa renovou as críticas ao projecto de alargamento do terminal de contentores de Alcântara e desafiou António Costa, actual presidente e candidato do PS, a tornar público os termos do acordo negociado com a Liscont para limitar o impacte da actividade portuária na cidade.

Para Santana Lopes, Lisboa não é uma cidade portuária mas uma cidade com um porto. Uma estrutura importante, reconhece, mas que deve ser reorganizada. O candidato, e ex-presidente da Edilidade, defende, por isso, que a actividade dos contentores seja concentrada em “locais mais adequados”, como o Beato e Santa Apolónia, admitindo também as alternativas da Trafaria ou mesmo Setúbal e Sines.

Para concertar o desenvolvimento do porto e da cidade, Santana Lopes propõe a participação da Câmara na administração do porto, tal como acontece em Roterdão.

Fora de causa estará a ampliação do terminal de Alcântara, pela barreira dos contentores que formaria e pelo trânsito acrescido de camiões naquela zona. E porque há um contrato, a solução avançada é a renegociação da concessão com a Liscont.

In T&N

Governo alemão “salva” a Hapag-Lloyd

O governo alemão deu finalmente o seu acordo ao plano de reestruturação financeira da Hapag-Lloyd, que pressupõe a concessão de garantias estatais a um financiamento de 1,2 mil milhões de euros.

O financiamento de 1,2 mil milhões de euros é apenas parte do muito dinheiro de que a Hapag-Lloyd precisa para superar as dificuldades decorrentes do afundanço do mercado. No âmbito do plano de reestruturação, os accionistas da companhia, onde continua a sobressair o grupo Tui, com uma posição de 43%, terão de assumir 1,86 mil milhões de euros, entre injecções de capital, empréstimos e garantias a empréstimos.

A Hapag-Lloyd, número cinco mundial no transporte marítimo de contentores, deverá registar este ano prejuízos de 900 milhões de euros. Para 2010, a estimativa é ainda de perdas de cerca de 500 milhões de euros.

O acordo entre os accionistas e o governo de Berlim teve de passar pelo crivo do Parlamento, com os deputados a imporem novas condições, nomeadamente a não distribuição de dividendos aos accionistas da companhia de Hamburgo.

In T&N

07 outubro, 2009

Piratas atacam navio militar francês

O navio de guerra francês "La Somme", presente no Oceano Indico como a missão de combater a pirataria, foi atacado, por engano, por piratas a cerca de 460 quilómetros das costas da Somália.

O incidente ocorreu quando o navio preparava-se par reabastecer as fragatas que participam na operação de luta contra a pirataria no Goldo de Áden. "Os piratas, confundidos com a obscuridade, pensaram que o navio de guerra francês era um navio mercante, abrindo fogo com Kalachnikov na madrugada desta quarta-feira", confirmou o Almirante Christophe Prazuck, citado pela imprensa internacional.

Após o ataque, o "La Somme" perseguiu as duas embarcações dos atacantes, conseguindo capturar apenas uma delas com cinco piratas a bordo, afirma o mesmo militar.

Segundo a ONG Ecoterra Internacional, os piratas somalis ainda detêm quatro navios estrangeiros e 134 marinheiros. Desde o início de 2009 já atacaram 172 navios, dos quais nove eram navios militares atacados por engano.

In TVNet

Formação especializada tem de unir teoria à prática

Será justo que num país em que os índices de sinistralidade são preocupantes, que na formação e reciclagem de conhecimento dos profissionais do volante se abdique da formação prática de situações que marcam a diferença? Agora que o Governo deu luz verde à adopção para o quadro nacional da Directiva 2003/59, poderá vir a ser reconhecida a diferença entre formação teórica e formação prática.

Uma estrutura como o centro de formação PRM de Guilhabreu, em Vila do Conde, Porto, e mais uma ou duas outras espalhadas pelo país, têm de ser usadas como um factor de segurança em áreas específicas da formação e reciclagem de conhecimentos.

Muito mais do que considerar primordiais teorias da treta, como a do “ensino” em simuladores, comprados ao preço do petróleo (a valores da crise), para que a quota-parte do Governo e das instituições europeias pagasse a totalidade do investimento, que mais não é do que uma pastilha elástica de sabor amargo, é imperioso valorar as prestações práticas. Nada é igual a uma formulação prática e praticada.

O novo enquadramento legal para a formação de motoristas tem de abarcar diversas valências e formas de ensino. Não pode ser uma oportunidade perdida, apenas para justificar um investimento desenquadrado no tempo. Os simuladores têm de valer muito pouco para uma avaliação de competências do motorista e para análise dos candidatos a motorista, quando se pretende testar a sua competência para interagir face aos conflitos.

A formação prática em espaço fechado é vital para que os condutores saibam contrariar os perigos diversos de situações aparentemente normais, como a de conduzir com apenas um pneumático com pressão deficiente, travar uma unidade articulada quando na realidade deve acelerar ou apertar a trajectória do eixo direccional quando transporta cargas móveis (animais, líquidos ou pessoas), são coisas que na teoria das salas não se aprendem, mas que geralmente fazem a diferença entre a normalidade e o sinistro ou entre a vida e a morte.

O simulador estático pouco mais serve – no caso dos pesados – do que para ensinar o candidato a condutor a engrenar as velocidades e as meias-velocidades. Mas como hoje há uma fortíssima tendência para a opção pelos selectores automáticos e automatizados (em 2008, em Portugal, 85% das unidades tractoras novas vendidas não possuíam caixa de velocidades manual), é preciso legislar com objectividade. Teoria é para os teóricos e para os vendedores de equipamentos.

A legislação de um país é o rosto da competência de quem a assina. Actualmente em Portugal estamos bem servidos de inteligência, só é pena que os esquemas e os interesses se sobreponham às necessidades reais.


Por :
Luís Abrunhosa Branco
(Membro da Associação Mundial de Editores de Transportes)
In Publico (Carga & transportes)